Sindicatos rejeitam plano da <i>Air France</i>
As nove organizações sindicais da companhia aérea Alitalia rejeitaram, dia 28, o projecto de reestruturação apresentado pela Air France-KLM, que se mostrou interessada na aquisição do transportador transalpino.
O grupo franco-holandês obteve luz verde do governo demissionário de Romano Prodi para a compra da Alitalia por apenas 747 milhões de euros. O negócio, que tem vindo a ser denunciado como ruinoso pelo partido de Silvio Berlusconi, prevê a troca de uma acção da Air France por 160 da Alitalia, companhia que é detida em 49,9 por cento pelo estado italiano.
Mas para além do valor diminuto da oferta, o grupo exige o consentimento prévio dos sindicatos ao seu projecto de «recuperação» da companhia italiana, que há muito se debate com uma difícil situação financeira.
Entre outras medidas, os novos patrões pretendem despedir 1600 trabalhadores da Alitalia e mais 500 da filial Az Servizi, especializada na manutenção das aeronaves. O plano de economias prevê ainda a supressão de 500 pilotos e o fim da actividade de transporte de mercadorias em 2010.
Se a oposição unânime dos sindicatos constitui um primeiro revés para a Air France-KLM, o desfecho final da operação dependerá sobretudo da vontade do futuro governo italiano que vier a ser constituído após as eleições dos dias 13 e 14.
O grupo franco-holandês obteve luz verde do governo demissionário de Romano Prodi para a compra da Alitalia por apenas 747 milhões de euros. O negócio, que tem vindo a ser denunciado como ruinoso pelo partido de Silvio Berlusconi, prevê a troca de uma acção da Air France por 160 da Alitalia, companhia que é detida em 49,9 por cento pelo estado italiano.
Mas para além do valor diminuto da oferta, o grupo exige o consentimento prévio dos sindicatos ao seu projecto de «recuperação» da companhia italiana, que há muito se debate com uma difícil situação financeira.
Entre outras medidas, os novos patrões pretendem despedir 1600 trabalhadores da Alitalia e mais 500 da filial Az Servizi, especializada na manutenção das aeronaves. O plano de economias prevê ainda a supressão de 500 pilotos e o fim da actividade de transporte de mercadorias em 2010.
Se a oposição unânime dos sindicatos constitui um primeiro revés para a Air France-KLM, o desfecho final da operação dependerá sobretudo da vontade do futuro governo italiano que vier a ser constituído após as eleições dos dias 13 e 14.